Escrito por: Karoliny Silva, Lucas Lima, Mônica Morgado, Bianca Ferreira e Vinicius Dias.
Miguel de Cervantes Saavedra nasceu em 1547 na cidade espanhola de Alcalá de Henares, filho de um cirurgião cujo nome era Rodrigo e de Leonor de Cortinas. Em 1551, seu pai, Rodrigo é preso por dívidas em jogos. Foi então morar com sua família em Madri no ano de 1566 e lá também estudou até o ano de 1569, mas não chegou a concluir nenhum curso. Logo após esse período, Miguel de Cervantes foi para Roma a serviço de Guilio Acquavita após ter ferido um homem em um incidente em Madri. Em conseqüência da vida nômade do pai, que era cirurgião, ingressou no Exército e lutou na batalha naval de Lepanto (1571), contra o império turco, onde teria perdido o braço esquerdo- há divergências entre os historiadores e biógrafos em relação a essa passagem. Alguns especialistas na vida de Cervantes dizem que o escritor sofreu apenas um ferimento grave no braço e perdeu os movimentos da mão esquerda. Também combateu na África (1575), onde foi capturado e levado pelos turcos para Argel (Argélia) juntamente com seu irmão Rodrigo. Ficou cinco anos detido em cativeiro pelos piratas e foi então liberto no ano de 1580 e retornou para Madri (Lisboa). Começou então a trabalhar como comissário de víveres do rei Felipe II. Paralelamente ao trabalho, ingressou na literatura escrevendo peças de teatro, publicando alguns poemas e a novela “La Galatea” em 1585. Miguel de Cervantes possuía um romance com a jovem Ana Franca, relacionamento no qual nasce à pequena Isabel de Saavedra, mas decide-se casar com Catalina. Quando se casou com Catalina de Palacios Salazar (1583), 22 anos mais nova e com a qual manteve uma relação matrimonial de apenas um ano. Em 1585 Miguel publica “La Galatea”, e no mesmo ano, seu pai, Rodrigo. Em 1587, cinco anos após o termino de seu relacionamento com Catalina, Miguel de Cervantes é nomeado comissário real da Armada Espanhola e era encarregado de escolher azeite e trigo para a Armada Invencível.
Sete anos após a morte de seu pai, Miguel de Cervantes publica o romance “La casa de los celos”, ano no qual sua mãe, Leonor de Cortinas morre. Como não obteve sucesso em sua incursão como escritor, Miguel de Cervantes foi para a região da Andaluzia trabalhar como cobrador de impostos do governo. Após dez anos exercendo a atividade, foi preso em Sevilha, sob a acusação de roubar parte dos tributos arrecadados. Outro fato que marcou a sua formação aconteceu na Itália, quando trabalhou como serviçal para um cardeal. Na época, o país estava em ebulição com a chegada do Renascimento, um movimento artístico que revelou celebridades como Rafael, Leonardo da Vinci e Michelangelo. Somente aos 58 anos, com a publicação da primeira parte do livro "Dom Quixote", Cervantes conseguiu a consagração como escritor e passou a se dedicar exclusivamente à literatura. A obra narra às aventuras de um fidalgo (Dom Quixote) e seu fiel escudeiro (Sancho Pança). Com todo o tempo para escrever, Miguel de Cervantes produziu uma série de 12 contos denominada "Novelas Exemplares" (1613), o livro "Viagem ao Parnaso" (1614) e uma coletânea com as suas melhores peças de teatro, "Oito Comédias e Oito Intermédios" (1615).
A história de "Dom Quixote" atravessou os séculos e continua atraindo leitores de todo o mundo. No mesmo ano em que foi lançada, a obra ganhou seis edições, fato muito raro para a
época. Além disso, o livro se transformou em fonte de inspiração para outras criações literárias, como filmes, novelas, peças teatrais, óperas, balés e desenhos animados. A influência do livro mais conhecido do escritor espanhol é tão grande que existe um adjetivo para classificar pessoas que são extremamente sonhadores e idealistas- Quixotesco.
O grande sucesso de crítica e público de "Dom Quixote" trouxe problemas para o autor. Uma pessoa não identificada, usando o nome falso de Alonso Fernandez Avellaneda, publicou a suposta segunda parte da obra.
Revoltado com a falsificação, Cervantes, em 1616, no mesmo ano de sua morte, lançou a segunda parte do romance, em que o humor cede lugar à sátira. Precursor do realismo na Espanha, Cervantes teve a sua obra literária completada postumamente, com a edição de "Os Trabalhos de Persiles e Sugismunda" (1617). Sua morte ocorreu no mesmo ano, no dia 23 de abril de 1616 , no mesmo dia da morte do William Shakespeare.
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u139.jhtm
http://www.suapesquisa.com/biografias/miguel_cervantes.htm