Introdução
O trabalho discute a relação entre a produção cartográfica e a produção de representação. Entende que a produção de representação está relacionada a produção e disseminação de idéias elaboradas por grupos dominantes que mantinham o controle sobre as técnicas de produção de imagem, como a gravura que esteve relacionada a produção cartográfica no século XVIII. A produção cartográfica também deve ser entendida como instrumento de controle e dominação territorial. Estar representada no mapa significa ter tido alguma importância nas estratégias de ocupação, controle e domínio territorial, caso contrário, não estaria representada no mapa.
2) Como ler e interpretar mapas
Como toda e qualquer abordagem interpretativa, a primeira atitude é a de ler o título para saber de
que trata o conteúdo do mapa; depois reconhecer a legenda, geralmente na parte inferior esquerda
ou direita, a fim de se inteirar das convenções e compreender o que se assinala no mapa. Para se ter
uma idéia das distâncias e do tamanho real do que está sendo mapeado, se consulta a escala.
Hoje todos os mapas apresentam o norte em cima; o sul em baixo; o leste, à direita e o oeste, á
esquerda. Nem sempre foi assim. Como exemplo, na Idade Média, além de serem mais uma obra de
arte do que uma técnica, os mapas apresentavam o leste na parte de cima, pois o leste (ou oriente) é
onde o Sol nasce e se encontra a salvação espiritual. Até o século XVI, época das Grandes
Navegações Européias, os mapas-múndi colocavam nosso planeta com o sul para cima.
3) Orientação Geográfica
Nos tempos antigos, os referenciais para orientação geográfica eram acidentes da natureza, as
estrelas e, marcos urbanos (palácios, igrejas, praças, estátuas). Desde quando iniciou-se o processo
de expansão burguesa mercantil européia pelos oceanos, iniciou-se o uso da bússola. No seu fundo
está a rosa-dos-ventos, onde se mostram os pontos cardeais, colaterais e sub-colaterais.
Os pontos cardeais (principais) são o Norte (N) ou setentrião, Sul (S) ou meridional, leste (L) ou
oriente – onde o Sol nasce, e oeste (O ou W) ou ocidente.
Os pontos cardeais baseiam-se no movimento aparente do Sol na Terra: ele sempre nasce a leste.
Para nos orientarmos pelo Sol basta apontarmos o braço direito para o oriente; daí o esquerdo é o
ocidente; à frente é o Norte; às costas, o Sul.
À noite, aqui no hemisfério sul da Terra podemos nos orientar pela Constelação do Cruzeiro do Sul –
prolongamos o corpo da cruz 4 vezes e meia (a partir da estrela da ponta de baixo, chamada de
Estrela de Magalhães) e, depois, tiramos uma vertical até a linha do horizonte: aí está o Sul. O resto
se deduz. No hemisfério Norte, desde os tempos mais antigos, se orientava pela Estrela Polar (da
Constelação da Ursa Menor), da qual se tirando uma vertical se aponta para o Pólo Norte.
A bússola é basicamente uma agulha imantada que, girando sobre um eixo central e vertical, aponta
para o Pólo Sul magnético. Do núcleo interno da Terra partem ondas eletromagnéticas que se
propagam externamente de um pólo ao outro do planeta.
Estuda-se em magnetismo que pólos iguais se repelem e contrários se atraem. Sendo assim, conclui-se
que o Pólo Sul magnético atrai a ponta imantada da agulha da bússola (seu pólo norte) e vice-versa.
O que chamamos de pólos geográficos são as extremidades do eixo terrestre e onde os
meridianos se encontram. Entre um pólo geográfico e o pólo magnético há uma diferença em graus,
chamada de declinação magnética. Assim entre o Pólo Norte geográfico e o Pólo Sul magnético,
situado junto à Ilha Príncipe de Gales, no Canadá, a distância é de 4.000 km, correspondente à
declinação magnética entre ambos. Os pilotos, antigamente, usavam tábuas de declinação para
calcular a rota certa dos navios. Hoje em dia a maioria dos barcos, mesmo os de passeio ou pesca,
possuem GPS.
A tecnologia de ponta permite a orientação de maneira mais eficaz. As torres de comando dos
aeroportos orientam as aterrissagens e subidas dos aviões através de rádio. Os aviões se guiam pelo
radio goniômetro, cuja intensidade, volume e direção de sinais indica a posição do avião. O radar
emite ondas eletromagnéticas que vão e voltam e se projetam numa tela, permitindo a orientação do
piloto. O método mais moderno é o sistema GPS IPS 360, aparelho que capta sinais de
satélites e calcula automaticamente as coordenadas geográficas (em graus, minutos e segundos) e a
altitude do avião ou navio.
4) Coordenadas Geográficas
Os círculos imaginários que envolvem a Terra são os paralelos e os meridianos. As coordenadas
geográficas representam a rede de paralelos e meridianos, cuja intersecção serve para se localizar
qualquer ponto sobre a superfície terrestre. Todos os paralelos cortam perpendicularmente o eixo
terrestre; enquanto os meridianos se cruzam nos extremos (ou pólos) do eixo terrestre. Este
último não deve ser confundido com aqueles meridianos – o eixo é uma linha diametral imaginária
que passa pelo centro da Terra; os meridianos são semicírculos que vão de um pólo ao outro.
Como a Terra é redonda, criaram-se referenciais de partida para a latitude e a longitude. Para se
determinar a latitude, o referencial é o paralelo 0°, o Equador; da longitude é o Meridiano Principal ou
de Greenwich.
O Equador é o único paralelo que serve de referencial da latitude, pois é o único que corta a Terra
num plano diametral, dividindo-a, portanto, em dois hemisférios, o Norte e o Sul. A latitude é a
distância em graus que vai de um ponto qualquer da Terra ao Equador; é medida de 0°
(Equador) a 90° (Pólos Norte e Sul geográficos). As latitudes são consideradas baixas quando se
localizam entre 0° e 30°; médias latitudes, até aproximadamente 50°; altas latitudes, de 50° a 90º.
Elas são medidas sobre arcos de meridianos.
A longitude é a distância em graus de qualquer ponto da Terra ao Meridiano de Greenwich. É
medida sobre os arcos de paralelos e se estendem a leste ou oeste de 0° (Greenwich) a 180º. Como
todos os meridianos se cruzam nos pólos, apresentam a mesma extensão de 40.036 km e cortam a
Terra num plano diametral. Sendo assim, qualquer um deles poderia ser o referencial 0° para a
contagem inicial da longitude.
A cidade de Londres era a capital do Império colonial maior do século passado, o Império Britânico.
Em 1895, nesta capital, realizou-se o Congresso Internacional de Cartografia, e se convencionou o
meridiano que passa em Greenwich (onde havia um observatório astronômico), subúrbio de Londres,
como o referencial 0° de longitude. Se fosse após a II Guerra Mundial era mais que provável que
colocassem a cidade de Nova Iorque como o referencial.
5) Fusos Horários
Ao movimento completo da Terra em torno do seu eixo imaginário chamamos de rotação, da qual
resultam os dias e as noites, durando 23 horas e 56 minutos, ou 24 horas. Este movimento de
rotação é feito no sentido oeste-leste (anti-horário). Enquanto isto, o Sol descreve aparentemente um
movimento na Terra no sentido contrário, de leste para oeste.
A partir desses movimentos em sentidos antagônicos, conclui-se que o hemisfério leste está sempre
mais adiantado em horas que o hemisfério oeste. Se viajarmos de um ponto qualquer para leste,
aumentamos a hora; se for no sentido oeste, diminuímos a hora.
Quando o Sol passa exatamente em cima de um meridiano é exatamente meio-dia naquele ponto
situado sobre aquele meridiano.
Seria confuso, no entanto, se cada cidade (ou ponto sobre a Terra) usasse essa hora astronômica –
haveria n horas diferentes. É preciso criar uma convenção internacional determinando uma hora
mundial, um referencial planetário. Com este objetivo se criaram os fusos horários, tendo como ponto
de partida o GMT (Greenwich Meridien Time), ou seja, a hora de Londres, firmado no século
passado.
Sabemos que toda e qualquer circunferência tem 360º. Como o movimento de rotação da Terra é
realizado em 24 horas, divide-se 360 por 24 e chega-se a 15º. Este espaço de 15° é o fuso horário,
onde ocorre a hora legal tanto ao norte como ao sul do Equador.
O Brasil tem 3 fusos horários. a) O de Brasília, com 3 horas menos que Londres, e que abrange todos
os Estados litorâneos, além de Goiás, Tocantins e Brasília. b) Os Estados de Mato Grosso, M. Grosso
do Sul, Rondônia, Roraima, quase todo o Amazonas, e metade do Pará (a oeste do rio Xingu) estão a
4 fusos horários menos que Londres. c) Apenas o Acre e o sudoeste do Estado do Amazonas estão a
5 fusos horários menos que GMT.
Quando se calcular a diferença a menos de horas do Brasil em relação ao GMT devemos levar em conta os fusos horários, como também o horário de verão aqui e na Europa.
Do lado contrário do Meridiano de Greenwich, no Oceano Pacífico, criou-se o Antimeridiano de
Greenwich ou Linha Internacional de Mudança de Data, a 180º. Se formos do Brasil para o Japão,
ultrapassamos a LID e, assim, além de mudar as horas, temos que aumentar 1 (um) dia; ao
retornarmos, diminui-se 1 dia. Revisando: ultrapassando a LID de oeste para leste aumentamos 1 dia; de leste para oeste, diminuímos 1 dia.
Uma observação importante e prática: em todo e qualquer exercício de fusos horários é necessário
que se dê a localização geográfica em longitude das cidades e se memorize aquela questão prática:
ao caminharmos para o oriente aumentamos a hora; para o ocidente, diminuímos a hora.
Exemplificando: a cidade do Rio está a aproximadamente 45° de longitude oeste de Greenwich e são 10 horas da manhã; determine a hora no Cairo (a 30° de longitude L Gr.) e em Los Angeles (120° long. W Gr.).
O trabalho discute a relação entre a produção cartográfica e a produção de representação. Entende que a produção de representação está relacionada a produção e disseminação de idéias elaboradas por grupos dominantes que mantinham o controle sobre as técnicas de produção de imagem, como a gravura que esteve relacionada a produção cartográfica no século XVIII. A produção cartográfica também deve ser entendida como instrumento de controle e dominação territorial. Estar representada no mapa significa ter tido alguma importância nas estratégias de ocupação, controle e domínio territorial, caso contrário, não estaria representada no mapa.
2) Como ler e interpretar mapas
Como toda e qualquer abordagem interpretativa, a primeira atitude é a de ler o título para saber de
que trata o conteúdo do mapa; depois reconhecer a legenda, geralmente na parte inferior esquerda
ou direita, a fim de se inteirar das convenções e compreender o que se assinala no mapa. Para se ter
uma idéia das distâncias e do tamanho real do que está sendo mapeado, se consulta a escala.
Hoje todos os mapas apresentam o norte em cima; o sul em baixo; o leste, à direita e o oeste, á
esquerda. Nem sempre foi assim. Como exemplo, na Idade Média, além de serem mais uma obra de
arte do que uma técnica, os mapas apresentavam o leste na parte de cima, pois o leste (ou oriente) é
onde o Sol nasce e se encontra a salvação espiritual. Até o século XVI, época das Grandes
Navegações Européias, os mapas-múndi colocavam nosso planeta com o sul para cima.
3) Orientação Geográfica
Nos tempos antigos, os referenciais para orientação geográfica eram acidentes da natureza, as
estrelas e, marcos urbanos (palácios, igrejas, praças, estátuas). Desde quando iniciou-se o processo
de expansão burguesa mercantil européia pelos oceanos, iniciou-se o uso da bússola. No seu fundo
está a rosa-dos-ventos, onde se mostram os pontos cardeais, colaterais e sub-colaterais.
Os pontos cardeais (principais) são o Norte (N) ou setentrião, Sul (S) ou meridional, leste (L) ou
oriente – onde o Sol nasce, e oeste (O ou W) ou ocidente.
Os pontos cardeais baseiam-se no movimento aparente do Sol na Terra: ele sempre nasce a leste.
Para nos orientarmos pelo Sol basta apontarmos o braço direito para o oriente; daí o esquerdo é o
ocidente; à frente é o Norte; às costas, o Sul.
À noite, aqui no hemisfério sul da Terra podemos nos orientar pela Constelação do Cruzeiro do Sul –
prolongamos o corpo da cruz 4 vezes e meia (a partir da estrela da ponta de baixo, chamada de
Estrela de Magalhães) e, depois, tiramos uma vertical até a linha do horizonte: aí está o Sul. O resto
se deduz. No hemisfério Norte, desde os tempos mais antigos, se orientava pela Estrela Polar (da
Constelação da Ursa Menor), da qual se tirando uma vertical se aponta para o Pólo Norte.
A bússola é basicamente uma agulha imantada que, girando sobre um eixo central e vertical, aponta
para o Pólo Sul magnético. Do núcleo interno da Terra partem ondas eletromagnéticas que se
propagam externamente de um pólo ao outro do planeta.
Estuda-se em magnetismo que pólos iguais se repelem e contrários se atraem. Sendo assim, conclui-se
que o Pólo Sul magnético atrai a ponta imantada da agulha da bússola (seu pólo norte) e vice-versa.
O que chamamos de pólos geográficos são as extremidades do eixo terrestre e onde os
meridianos se encontram. Entre um pólo geográfico e o pólo magnético há uma diferença em graus,
chamada de declinação magnética. Assim entre o Pólo Norte geográfico e o Pólo Sul magnético,
situado junto à Ilha Príncipe de Gales, no Canadá, a distância é de 4.000 km, correspondente à
declinação magnética entre ambos. Os pilotos, antigamente, usavam tábuas de declinação para
calcular a rota certa dos navios. Hoje em dia a maioria dos barcos, mesmo os de passeio ou pesca,
possuem GPS.
A tecnologia de ponta permite a orientação de maneira mais eficaz. As torres de comando dos
aeroportos orientam as aterrissagens e subidas dos aviões através de rádio. Os aviões se guiam pelo
radio goniômetro, cuja intensidade, volume e direção de sinais indica a posição do avião. O radar
emite ondas eletromagnéticas que vão e voltam e se projetam numa tela, permitindo a orientação do
piloto. O método mais moderno é o sistema GPS IPS 360, aparelho que capta sinais de
satélites e calcula automaticamente as coordenadas geográficas (em graus, minutos e segundos) e a
altitude do avião ou navio.
4) Coordenadas Geográficas
Os círculos imaginários que envolvem a Terra são os paralelos e os meridianos. As coordenadas
geográficas representam a rede de paralelos e meridianos, cuja intersecção serve para se localizar
qualquer ponto sobre a superfície terrestre. Todos os paralelos cortam perpendicularmente o eixo
terrestre; enquanto os meridianos se cruzam nos extremos (ou pólos) do eixo terrestre. Este
último não deve ser confundido com aqueles meridianos – o eixo é uma linha diametral imaginária
que passa pelo centro da Terra; os meridianos são semicírculos que vão de um pólo ao outro.
Como a Terra é redonda, criaram-se referenciais de partida para a latitude e a longitude. Para se
determinar a latitude, o referencial é o paralelo 0°, o Equador; da longitude é o Meridiano Principal ou
de Greenwich.
O Equador é o único paralelo que serve de referencial da latitude, pois é o único que corta a Terra
num plano diametral, dividindo-a, portanto, em dois hemisférios, o Norte e o Sul. A latitude é a
distância em graus que vai de um ponto qualquer da Terra ao Equador; é medida de 0°
(Equador) a 90° (Pólos Norte e Sul geográficos). As latitudes são consideradas baixas quando se
localizam entre 0° e 30°; médias latitudes, até aproximadamente 50°; altas latitudes, de 50° a 90º.
Elas são medidas sobre arcos de meridianos.
A longitude é a distância em graus de qualquer ponto da Terra ao Meridiano de Greenwich. É
medida sobre os arcos de paralelos e se estendem a leste ou oeste de 0° (Greenwich) a 180º. Como
todos os meridianos se cruzam nos pólos, apresentam a mesma extensão de 40.036 km e cortam a
Terra num plano diametral. Sendo assim, qualquer um deles poderia ser o referencial 0° para a
contagem inicial da longitude.
A cidade de Londres era a capital do Império colonial maior do século passado, o Império Britânico.
Em 1895, nesta capital, realizou-se o Congresso Internacional de Cartografia, e se convencionou o
meridiano que passa em Greenwich (onde havia um observatório astronômico), subúrbio de Londres,
como o referencial 0° de longitude. Se fosse após a II Guerra Mundial era mais que provável que
colocassem a cidade de Nova Iorque como o referencial.
5) Fusos Horários
Ao movimento completo da Terra em torno do seu eixo imaginário chamamos de rotação, da qual
resultam os dias e as noites, durando 23 horas e 56 minutos, ou 24 horas. Este movimento de
rotação é feito no sentido oeste-leste (anti-horário). Enquanto isto, o Sol descreve aparentemente um
movimento na Terra no sentido contrário, de leste para oeste.
A partir desses movimentos em sentidos antagônicos, conclui-se que o hemisfério leste está sempre
mais adiantado em horas que o hemisfério oeste. Se viajarmos de um ponto qualquer para leste,
aumentamos a hora; se for no sentido oeste, diminuímos a hora.
Quando o Sol passa exatamente em cima de um meridiano é exatamente meio-dia naquele ponto
situado sobre aquele meridiano.
Seria confuso, no entanto, se cada cidade (ou ponto sobre a Terra) usasse essa hora astronômica –
haveria n horas diferentes. É preciso criar uma convenção internacional determinando uma hora
mundial, um referencial planetário. Com este objetivo se criaram os fusos horários, tendo como ponto
de partida o GMT (Greenwich Meridien Time), ou seja, a hora de Londres, firmado no século
passado.
Sabemos que toda e qualquer circunferência tem 360º. Como o movimento de rotação da Terra é
realizado em 24 horas, divide-se 360 por 24 e chega-se a 15º. Este espaço de 15° é o fuso horário,
onde ocorre a hora legal tanto ao norte como ao sul do Equador.
O Brasil tem 3 fusos horários. a) O de Brasília, com 3 horas menos que Londres, e que abrange todos
os Estados litorâneos, além de Goiás, Tocantins e Brasília. b) Os Estados de Mato Grosso, M. Grosso
do Sul, Rondônia, Roraima, quase todo o Amazonas, e metade do Pará (a oeste do rio Xingu) estão a
4 fusos horários menos que Londres. c) Apenas o Acre e o sudoeste do Estado do Amazonas estão a
5 fusos horários menos que GMT.
Quando se calcular a diferença a menos de horas do Brasil em relação ao GMT devemos levar em conta os fusos horários, como também o horário de verão aqui e na Europa.
Do lado contrário do Meridiano de Greenwich, no Oceano Pacífico, criou-se o Antimeridiano de
Greenwich ou Linha Internacional de Mudança de Data, a 180º. Se formos do Brasil para o Japão,
ultrapassamos a LID e, assim, além de mudar as horas, temos que aumentar 1 (um) dia; ao
retornarmos, diminui-se 1 dia. Revisando: ultrapassando a LID de oeste para leste aumentamos 1 dia; de leste para oeste, diminuímos 1 dia.
Uma observação importante e prática: em todo e qualquer exercício de fusos horários é necessário
que se dê a localização geográfica em longitude das cidades e se memorize aquela questão prática:
ao caminharmos para o oriente aumentamos a hora; para o ocidente, diminuímos a hora.
Exemplificando: a cidade do Rio está a aproximadamente 45° de longitude oeste de Greenwich e são 10 horas da manhã; determine a hora no Cairo (a 30° de longitude L Gr.) e em Los Angeles (120° long. W Gr.).