Com a ascensão ao poder do imperador Meiji (1868-1912) o Japão passa um grande período de industrialização, realiza em poucas décadas o que se levaram séculos para se fazer no ocidente. Foi estabelecida uma nova constituição e o sistema legislativo bicameral, adotou-se o modelo moderno de civilização ocidental.
Na época com uma população de 28 milhões de habitantes, buscaram-se resultados rápidos. Houve uma peste nos bichos-da-seda da Europa, empresários Japoneses investiram na fiação da seda, também em tecidos de algodão. A produção agrícola foi ampliada, com a utilização de novas tecnologias de cultivo. Quando a iniciativa privada tinha dificuldades em estabelecer novos empreendimentos, o estado o fazia, criando novos impostos e buscando empréstimos no exterior para captar recursos necessários. A fim de acelerar o crescimento econômico o governo emitia dinheiro, fato que gerou inflação e o obrigou a privatizar várias de suas empresas, para estabilizar a situação. Grupos ligados ao governo compraram estes empreendimentos, entre eles a Mitsubishi e outros poucos, dominando assim o cenário econômico do país até o final da segunda guerra mundial.
Na época, as elites Japonesas enxergaram como a única maneira de fugir ao domínio europeu na Ásia, a industrialização. Assim um gigantesco esforço foi feito e marca o primeiro período de industrialização Japonês, que vai até a década de 1940, durante a segunda guerra mundial. Nesta época o Japão já desponta como uma das grandes potências mundiais, envolve-se em conflito contra a China (1895) e Rússia (1905), saindo vitorioso de ambos. Em 1905 ocupa a Manchúria, em 1910 a Coréia, participa da primeira guerra mundial ao lado da Inglaterra e Estados Unidos, contra os Alemães e seus aliados.
Na época com uma população de 28 milhões de habitantes, buscaram-se resultados rápidos. Houve uma peste nos bichos-da-seda da Europa, empresários Japoneses investiram na fiação da seda, também em tecidos de algodão. A produção agrícola foi ampliada, com a utilização de novas tecnologias de cultivo. Quando a iniciativa privada tinha dificuldades em estabelecer novos empreendimentos, o estado o fazia, criando novos impostos e buscando empréstimos no exterior para captar recursos necessários. A fim de acelerar o crescimento econômico o governo emitia dinheiro, fato que gerou inflação e o obrigou a privatizar várias de suas empresas, para estabilizar a situação. Grupos ligados ao governo compraram estes empreendimentos, entre eles a Mitsubishi e outros poucos, dominando assim o cenário econômico do país até o final da segunda guerra mundial.
Na época, as elites Japonesas enxergaram como a única maneira de fugir ao domínio europeu na Ásia, a industrialização. Assim um gigantesco esforço foi feito e marca o primeiro período de industrialização Japonês, que vai até a década de 1940, durante a segunda guerra mundial. Nesta época o Japão já desponta como uma das grandes potências mundiais, envolve-se em conflito contra a China (1895) e Rússia (1905), saindo vitorioso de ambos. Em 1905 ocupa a Manchúria, em 1910 a Coréia, participa da primeira guerra mundial ao lado da Inglaterra e Estados Unidos, contra os Alemães e seus aliados.
A EVOLUÇÃO JAPONESA
A partir de 1926 tem início à era Shôwa, com a ascensão do imperador Hirohito, que esteve no poder até 1989, ano de seu falecimento. No início desta era, o país estava em crise, o que piorou com a grande depressão de 1929, os índices de desemprego eram assustadores. Cresce a influência dos militares no poder, diminui a liberdade de expressão e os opositores são reprimidos. O Japão alia-se à Alemanha e Itália, lançando-se na segunda guerra mundial, contra os aliados, entre eles Estados Unidos e Inglaterra. Apesar de períodos vitoriosos durante o conflito, alcançando controle de extensas áreas no pacífico, o país é derrotado e sofre os horrores da bomba atômica, em 1945 sua economia encontra-se arruinada.
Após a segunda grande guerra tem início o período da segunda industrialização Japonesa. Sob ocupação Norte-Americana, são feitas reformas sociais e os direitos individuais garantidos, as principais Holding’s, as Zaibatsu, foram dissolvidas. O país assina o tratado de paz com os Estados Unidos em 1951, passa a ter o apoio das economias ocidentais, nova constituição é promulgada em 1946. As idéias bélico-imperialistas são abandonadas e o país volta a viver sob um regime democrático. A guerra da Coréia em 1953 beneficiou sua economia e já no início da década de 1960 o país mostrava sinais de recuperação. Uns dos problemas sérios eram quanto à qualidade de seus produtos, os próprios Japoneses reconheciam-nos como baratos e ruins. O povo Japonês assimilou bem os conhecimentos de melhoria de qualidade e aumento de produtividade, trazidos pelos Estados Unidos. Hoje a situação inverteu-se, eles são uma das grandes economias mundiais e passaram a ameaçar os Norte-Americanos na primazia do domínio tecnológico, seus produtos viraram sinônimos de qualidade.
O Japão investiu maciçamente no conceito de produzir com qualidade, como também em educação do seu povo. Os Japoneses acreditavam que o método de inspeção de qualidade era ineficiente e onerava o custo de produção. Desenvolveram métodos e ferramentas que visavam eliminar a peças defeituosas, objetivando o defeito zero. Hoje grande parte das ferramentas de qualidade utilizadas são de origem Japonesa ou aprimoradas por eles, como os círculos de controle de qualidade (CCQ), Diagrama de Ishikawa, Controle da qualidade total (TQC), manutenção produtiva total (TPM), 5S, JIT (just in time), etc.
Os Japoneses descobriram que os modelos Fordista e Taylorista não atendiam os seus anseios e precisavam desenvolver seus próprios métodos. Na década de 1970, Taiichi Ohno, o principal engenheiro de produção da Toyota, percebeu que era preciso aplicar um novo método de produção.Ohno inaugurou o modelo de produção enxuto e deu início ao que se chama de Toyotismo. Combatia-se o desperdício, como o da super-produção, material esperando no processo, desperdício no transporte, desperdício na movimentação de operações, entre outros. As metas do programa eram zero defeito, tempo zero de preparação, estoque zero, movimentação zero, quebra zero, lote unitário, entre outros. As principais técnicas utilizadas para se alcançar o resultado foram o mapa de fluxo de valor, mapeamento das atividades, layout enxuto, formação de células, sistema Kanban de controle de produção e os cinco elementos da manufatura enxuta. O sucesso da metodologia fica claro quando analisamos que hoje o Japão é um dos principais exportadores de veículos do mundo em detrimento com a década de 1960, onde o país não conseguia exportar um único automóvel para o ocidente. Outro fato que deixa claro o sucesso Japonês, é o fato da imigração inversa nos dias de hoje, com o retorno de descendentes de Japoneses, os Nikkeis, do Brasil, do Peru e de outras partes da América do Sul, conhecidos como Dekassegui.
A sobriedade das famílias ricas
Yasuda Zenjiro fundador da Yasuda (1838-1921)
Ao tempo em que os zaibatsus exerciam uma hegemonia quase que absoluta sobre a economia nacional, poder equivalente desconhecido no Ocidente, destaca-se o fato de que o comportamento das principais famílias controladoras das ações era bem diversa dos seus símiles nos Estados Unidos ou na Europa. Não havia entre elas o tão conhecido consumo conspícuo, o gasto de ostentação, apontado por Thorstein Vebler como característica marcante dos magnatas e milionários da costa Leste norte-americana. Muito pelo contrário.
As famílias zaibatsus, educadas na probidade budista ou confucionista, na ética da contenção do desejo e no espírito da poupança, eram sóbrias, discretas, quase que espartanas em seus hábitos, não despendendo senão que o necessário à sua existência e à sua posição na sociedade. A figura do ricaço estabanado, esbanjador, pródigo mesmo, algo assim como o Grande Gatsby da novela homônima de Scott Fitzgerald, era praticamente desconhecido no Japão. Expor a fortuna ofendia a sensibilidade dos proprietários e do povo em geral, sendo considerado um gesto de profundo mau gosto e totalmente falto de pudor.