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sexta-feira, 26 de março de 2010

Erasmo de Roterdã

Escrito por: Camila Vettoraci, Gustavo Vasconcelos, Emanuela, Uyara e Livia.


Erasmo de Roterdã foi um pensador renascentista, nascido na Holanda, considerado o maior humanista de seu tempo e um dos maiores responsáveis pela renovação da igreja.

Erasmo era cristão, mais denunciava a vida na Igreja como distante da fé. Fala que a estrutura da Igreja e da vida monástica haviam se tornado distante do amor de Deus, de sua benevolência e da prática evangélica que Erasmo defende na filosofia Christi. Criticou os teólogos, por esses condenarem, por poucos motivos, muitas pessoas como hereges. Os bispos vivem alegremente, entregam-se à diversão material e esquecem que o seu nome significa zelo e solicitude pela redenção da alma, mas não esquecem da honrarias e o dinheiro. Os monges, para Erasmo, não fazem nada, mas não dispensam o vinho e as mulheres. O papa não tem salvação que Cristo fala, pois se tivessem abria mão de seu patrimônio e dos impostos.

Entre suas obras, as traduções do Novo testamento (1516) revolucionaram os estudos bíblicos; os Colóquios (versão definitiva em 1533) ridicularizam os costumes de seu tempo e certos aspectos da Igreja; O casamento e A jovem arrependida satirizam os defensores da vida espiritual como ideal de espiritualidade; Confissão do soldado critica sarcasticamente os jovens atraídos pela carreira das armas; Os adágios (1500) constituem uma coleção de frases latinas e provérbios; Sobre o livre arbítrio (1534) defende a capacidade da razão humana distinguir entre o bem e o mal, e coloca no livre-arbítrio de cada um a fonte da opção moral, contrapondo-se a Lutero.

A sua principal obra, Elogio da Loucura (1509) apresenta a loucura como uma deusa que conduz as ações humanas. Identifica a loucura em costumes e atos como o casamento e a guerra. Diz que é ela que forma as cidades, mantém os governos, a religião e a justiça. Ele critica muitas atividades humanas, identificando nelas mediocridade e hipocrisia.

O movimento de Martinho Lutero começou no ano seguinte à publicação do Novo Testamento, e foi um teste ao caráter de Erasmo. A discussão entre a sociedade europeia e a Igreja Católica Romana tinha-se tornado tão aberta que poucos podiam furtar a um pedido de uma opinião. Erasmo, no auge da sua fama literária, foi inevitavelmente chamado a tomar partido por um dos lados, mas partidarismo era algo de estranho à sua natureza e hábitos. Ele recusou, pois tinha uma simpatia pelos pontos principais da crítica luterana à igreja, mas não quis se comprometer e disse que não era um inimigo do clero. Como resultado, Erasmo viu-se em conflito com ambas as grandes facções religiosas.

Durante a sua vida, as autoridades da igreja católica o chamaram a justificar as suas opiniões. Após sua morte, porém, a igreja católica romana colocou seus escritos no Index Librorum Prohibitorum, uma lista de livros proibidos pela Igreja.

: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u179.jhtm, http://www.consciencia.org/erasmo.shtml.

Dicionário enciclopédico “tudo”, volume 2, editora Nova Cultura.